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Núcleo Takinahakỹ de Formação Superior Indígena

O curso de licenciatura em Educação Intercultural da UFG existe desde 2006, sendo em 2014 inaugurado o prédio que comporta esse curso junto ao Núcleo Takinahakỹ de Formação Superior Indígena (NTFSI). Além do citado curso de graduação (com três modalidades de formação – na área da cultura, da linguagem ou da natureza), o núcleo oferece um curso pós-graduação no nível de especialização e esta em preparação de uma proposta de mestrado para atender a demanda dos egressos do curso assim como demais docentes indígenas. 

Atualmente, o Curso de Educação Intercultural oferecido pelo NTFSI conta com cerca de 286 alunos indígenas, em sua maior parte professores. O curso atende aos indígenas do Território Etnoeducacional da Região Araguaia-Tocantins e do Parque Indígena do Xingu, falantes de línguas dos Troncos Tupi e Macro-Jê, e das famílias Karib e Aruak.

Provenientes dos estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Minas Gerais, os alunos pertencem a 24 distintas etnias: Apinajé, Bororo, Metuktire, Gavião, Guajajara, Javaé, Juruna, Kalapalo, Kamaiurá, Kanela, Karajá, Karajá-Xambioá, Krahô, Krikati, Kuikuro, Mehinako, Tapirapé, Tapuio, Timbira, Xakriabá, Xavante, Xerente, Waura, Yawalapiti.

O Curso de Educação Intercultural da Universidade Federal de Goiás surgiu em atendimento à solicitação de lideranças indígenas da região Araguaia-Tocantins e a partir de diálogos, reuniões e seminários ocorridos entre indígenas dos estados de Goiás, Tocantins, Maranhão, Roraima e Rondônia, professores da UFG, profissionais da FUNAI, MEC/SESU/SECADI, CTI e das Secretarias de Educação dos Estados de Goiás, Tocantins e Maranhão.

Contribuíram para a proposta do Curso de Educação Intercultural as experiências vivenciadas em outros cursos de formação de professores indígenas em nível de magistério, promovidos por organizações governamentais e não governamentais, e também nas licenciaturas indígenas, como as da UNEMAT-MT e da UFRR. Assim, o curso teve sua proposta construída coletivamente, considerando-se as necessidades, os projetos e as propostas educacionais desejadas pelas comunidades indígenas, que sonhavam com outro tipo de escola, ou seja, uma escola que atendesse às suas demandas e não às políticas externas.

Aos concluintes do curso de Educação Intercultural, é conferido o título de Licenciado na habilitação escolhida. O processo seletivo para ingresso no curso é especifico e exclusivamente destinado aos indígenas, com oferta atual de 40 vagas por ano.

 

 

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